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Quando o Planeta Terra surgiu no formato de festival em 2007 (antes ele existia com shows pontuais, como o do Pearl Jam no Pacaembu), o brasileiro parecia não acreditar. Acostumado a ser mal tratado em festivais como o monstruoso Rock In Rio 2001 ou os desastrosos Tim Festival de São Paulo, o público se espantou com um festival pontual, sem filas, com preços decentes e bandas alternativas.

Com o tempo, o Planeta Terra foi inovando cada vez mais no line-up, mudou da saudosa Vila dos Galpões para o também saudoso Playcenter e foi se adaptando às mudanças, sempre mantendo a alta qualidade.

Pois este ano, ele sofreu duros golpes. Primeiro, a perda do Playcenter como palco e a opção aparentemente errada pelo Jóquei, casa do novato Lollapalooza. Depois, um line-up fraco que ficou ainda mais capenga dias antes do evento, com o cancelamento do Kasabian. E o preço alto dos ingressos: enquanto ano passado paguei R$70 a meia, este ano foi R$145. Logo no início da tarde de sábado, a chuva parecia ser a cereja do bolo para coroar o que eu já vinha chamando de “o último Planeta Terra”.

Ledo engano. Não importa o line-up, o Terra sempre será o festival mais organizado, divertido e estiloso do Brasil.

Sábado lá estava ele, firme e forte, com seu público indie, filas inexistentes, preços bons e, o melhor, ótimos shows. The Maccabees e The Drums arrebentaram, fizeram os dois melhores shows do festival, no Indie Stage. Best Coast abriu com qualidade a série internacional no Main Stage. Garbage e Suede, que não fazem meu gosto, fizeram shows para seus públicos cativos. Kings of Leon foi surpreendentemente bom. É verdade que eu já sabia o que esperar deles e que minha expectativa estava abaixo da crítica, mas valeu tanto a pena ficar por lá que eu acabei perdendo o Gossip. Azealia Banks eu dei uma espiada, senti que não era pra mim e fui comer um Hot Pocket.

E a chuva? Nem ela resolveu dar as caras. Logo por volta das 17h, durante o Best Coast, a vocalista da banda festejava a chegada do sol e do calor.

Seja na casa do Lolla, seja na casa do chapéu, o Planeta Terra é o festival mais alternativo e gostoso de São Paulo. Que venham SWUs, Lollapaloozas e About Us com suas filas, preços altos, multidões e desorganizações. Eu estarei lá, em todos eles, claro. Lembrando que o Planeta Terra coloca qualquer um deles no chinelo.

Aqui, os comentários do Lúcio Ribeiro, também elogiando The Drums, The Maccabees e o festival como um todo:

http://popload.blogosfera.uol.com.br/2012/10/22/planeta-terra-o-gossip-veio-mas-deu-susto-o-suede-encantou-e-o-rap-cascata-de-azealia-banks-sacudiu-os-indies/

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Um pensamento em “Planeta Terra: o melhor festival do Brasil.

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