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Lady Gaga, Estádio do Morumbi, 11/11/12: ***

 

Pelo que li na imprensa antes do show, eu esperava um Morumbi esvaziado ontem à noite no show da Lady Gaga. É verdade que no caminho para o Morumbi as ruas estavam bem vazias, principalmente quando comparadas a outros shows, como Roger Waters, Bon Jovi e U2. Mas, lá entro, encontrei um estádio mais cheio que a primeira noite do Pearl Jam, ano passado, com apenas alguns setores vazios.

Na platéia, os seres mais bizarros que você pode imaginar. Vestidos de mulher, vestidos apenas com meia calça sem mais nada por baixo, vestidos de plástico (!!!) e muito mais. Eram os “little monsters”, apelido dado pela cantora a seus fãs. No palco, um cenário que misturava o castelo de Greyskull do He-Man com a casa da Barbie. Ele abria com um brinquedo de criança, revelando a banda que nunca antes na história da música teve um papel tão secundário quanto ontem.

 

Mas o show foi uma surpresa boa. Não sou fã, mas nunca escondi que gosto da música. E, como não recuso um show, ainda mais de um ícone pop, fui com prazer.

 

Lady Gaga é um grande ícone pop, capaz de enlouquecer seus transloucados fãs. Simpática como deveria ser, criou momentos de grande emoção para seus fãs, com direito a declarações de amor, lágrimas e conversas com alguns “abençoados” no palco. Numa delas, Gaga levou uma presentada na cara, jogada pela platéia, o que causou certa tensão, cortou o clima intimista do momento e a fez lembrar que ela estava em São Paulo, não no Rio. A platéia paulistana é, com certeza, a mais mal-educada do país, seja na música, seja no futebol.

 

O show foi um teatro que às vezes lembrava a competência de Las Vegas, outras vezes lembrava os circos que eu ia em Cubatão quando criança. Tudo muito kitch, mas dentro do universo Gaga. Tudo bem coerente.

 

 

Ficou ainda mais claro pra mim como Gaga se inspira em Madonna. Não apenas no timbre da voz e nas melodias (compare “Born This Way” da Gaga com “Express Yourself” da Madonna), mas no estilo teatral do espetáculo, com dançarinos gays lambuzados em óleo e muita coreografia.

 

Ela é uma fábrica de hits pops – a maioria bem questionável – como “Judas”, “Bad Romance”, “Just Dance”, “Paparazzi”, “Poker Face”, “Alejandro”, “Telephone”, “Edge of Glory” e “Marry the Night”. É muita música que, por mais você seja como eu e fuja de radios pop, já escutou em algum lugar.

 

Já vi um show da Madonna, para nunca mais repetir. Não consegui ver um do Michael Jackson – o maldito morreu. E nunca vou ter força de vontade para ver um da Beyoncée. Mas da Lady Gaga eu tiquei da lista pop. Vi mais ícone musical ao vivo.

 

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Um pensamento em “Lady Gaga tem os poderes de Greyskull e uma platéia de Orcs

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