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É daquelas poucas bandas que cresceram comigo. Hit a hit. São tantas as músicas que me acompanharam que é difícil imaginar como levei quase 33 anos para finalmente vê-lo ao vivo. Um Robert Smith diferente, corcunda, gordo, caquético, quase uma senhora. Mas com aquela voz única e característica que fazem dele a banda The Cure. Foi um show diferente, de quase 3h30 e 40 músicas. Claro que eles poderiam fazer uma apresentação de 1h30, regada a hits, pra você sair com um sorriso no rosto e empolgadíssimo. Mas The Cure não é uma banda qualquer. Tem que ser diferente e tocar tudo o que Robert Smith estiver a fim. Azar do baterista, que deve aguentar tantas horas no palco. Sorte dos fãs, que podem ouvir 40 músicas numa só noite. Imagine Morrissey fazendo o mesmo, tocando vários hits solo e outros do Smiths. Ou Paul tocando Beatles. Se uma banda tem repertório para fazer um show longo assim, por que não? Chorei, chorei mesmo, como talvez nunca tivesse acontecido num show. Não tantas vezes assim, em tantas músicas. Mas, fazer o quê? Eu lembrava de épocas distantes, noites perdidas num passado com o qual pouco me identifico hoje. Vinha uma vontade imensa de abraçar aquele menino que ficou lá atrás e dizer que ia dar tudo certo. Foi uma noite histórica. Se Smiths é a mãe dos indies, The Cure é o pai. Afinal, mesmo vestido de senhora esclerosada, Robert Smith é muito mais pai que Morrissey.

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