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As pessoas de conhecimento mais raso ou que normalmente são passivas em relação a quase tudo e, por isso, só têm conhecimento do que é entregue a elas, adoram a frase do título do post (hey, isso não é uma crítica, ok?). “Joãozinho só escuta bandas que ninguém conhece. Carlinhos só vai a show de banda desconhecida. Ela só vê filme iraniano. Ele só assiste filme estranho”. Quando não se tem conhecimento de alguma coisa, a defesa é sempre o ataque. Ninguém é obrigado a conhecer tudo e, se quiser e for feliz assim, pode muito bem viver consumindo apenas a cultura pop. Eu não seria feliz desse jeito, mas tem muita gente que é. Não tem problema. Agora, essas pessoas tem a mania de achar que a gente vai atrás do que é mais desconhecido, quando na verdade, tais opções de cultura são desconhecidas exatamente porque a maioria não vai atrás. Não são bandas de grandes gravadoras, nem filmes  de forte apelo popular. Para se consumir algo de mais qualidade, normalmente, você precisa ter certo trabalho. Ir aos cinemas que não estão em shoppings, fuçar blogs e sites mais independentes etc. Inclusive, esse processo todo era dificílimo antigamente e foi facilitado, graças a Deus, pela Internet. Claro que todo esse esforço não significa que você necessariamente só vai achar coisa boa. Óbvio que não. Não é porque não é pop que é bom e vice e versa. Mas, de modo geral, tudo que é mais pop e de apelo de massa tende a ser mais raso e de menor qualidade, exatamente para poder atender a um público mais amplo. Quanto mais inovador, diferente ou estranho, menor a chance de agradar à maioria. Portanto, menor seu público. Logo, menor a sua exposição. Ou seja: mais desconhecido fica. Daí vem a imagem de outsider. O que na verdade eu quero deixar claro neste post é que nós não vamos atrás do que é desconhecido só pelo fato dele ser desconhecido, mas por ser algo que normalmente atende a nosso gosto, enquanto tudo aquilo que nos é dado com facilidade por TVs, cinemas e rádios não atendem. Não é estilinho, não é pose. É gosto mesmo. E, não é porque se torna conhecido que fica bom. Não necessariamente. Mas claro que, bandas como The Killers, Kings of Leon, entre outras, perderam sim sua qualidade para poderem atingir um público maior: simplificaram letras e harmonias, repetiram estruturas clássicas de músicas etc. Bom, esse é um assunto chato, uma discussão que nunca leva a nada, mas que eu resolvi trazer para o blog pela primeira vez. E, provavelmente, pela última. Como eu sempre digo, cada um consome o que quiser. O importante é ser feliz e ter bons momentos. Não importa com o quê.

 

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