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Pavement foi uma banda que nunca conversou muito comigo. Digamos que eu preferia ouvir o que o Billy Corgan tinha a dizer. Foi só com uns 20 anos que descobri a magia de Stephen Malkmus, cuja carreira solo falava com carinho no meu ouvido. Na última segunda, fui muito bem acompanhado pelo Cristiano Rodrigues, Fernanda Duarte e Thiago Fonseca ver meu primeiro show do Makmus, no Beco-SP. Noite relativamente fria, com a rua Augusta deserta, bares e baladas fechados. O show previsto para as 21h começou pouco depois de 0h, após apresentações rápidas de The Concept e The John Candy, além de um ar condicionado turbinado que não fez nada bem à minha já débil saúde paulistana. Stephen parecia não ligar para a fama ou a imagem que tem para muita gente. Desleixado, mal vestido, com cabelos mal cuidados e trejeitos simpaticamente tímidos, quase efeminados, ele conversava com o público como se fossem amigos. Combinou balada com um fã, aceitou a caipirinha comprada por outro, autografou o LP de um e a camiseta do quarto. Tudo muito tranquilo e esvaziado. Sim, o público de segunda não chegou a ocupar nem 1/5 da capacidade da casa. O que permitia a quem quisesse grudar no palco e curtir o som do Malkmus como sempre sonhou. Foi um show mágico, lindo, intimista. Um pocketshow para poucos sortudos. Pelo que li, bem diferente do dia seguinte, quando Beco e Augusta lotados em plena véspera de feriado devem ter proporcionado uma apresentação mais enérgica e disputada.

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