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Foi uma grande vitória. Não importa o que digam.

 

Do Movimento Passe Livre, que lutou desde o começo por isso, não se intimidou diante de reuniões com o Prefeito e entrevistas com jornalistas céticos e mesmo assim ainda foi capaz de inspirar e mobilizar toda a sociedade brasileira.

 

Do povo. Que acreditou, foi para as ruas, gritou, lutou e cobrou como eu nunca tinha visto em minha vida de quase 33 anos.

 

Do país. Que agora tem uma sociedade um pouco mais consciente de seu poder e de que é capaz de mudar aquilo com o qual ela não concorda.

 

De quem não tem medo de sonhar. E foi para as ruas mesmo quando a imprensa ainda criticava e a população ainda não apoiava.

 

De quem acreditou que era possível. E não arredou o pé, mesmo com as constantes declarações dos políticos de que a redução da tarifa seria populista e impossível.

 

De quem quer mudanças. E agora sabe que, com organização, luta e empenho é possível se atingir os objetivos.

 

Sim, sabemos que é apenas um começo. Foi algo inédito e, até uma semana atrás, totalmente inesperado. Foi um baita começo. Histórico.

 

Sim, há muito a ser feito ainda. Por isso precisamos seguir nos mobilizando e nos empenhando para garantir novas vitórias. Cada vez maiores.

 

Este foi um movimento com um objetivo claro, ao contrário do que muito se falou. O Movimento Passe Livre sempre declarou que permaneceria na rua enquanto a tarifa não baixasse. E que, a partir deste objetivo atingido, partiria para a cobrança da abertura das planilhas de remuneração das empresas e de um sistema de transporte de qualidade.

 

Na área de transportes, esta é a nossa próxima luta. Uma luta por qualidade e preço justo.

 

Mas ainda há muita coisa em muitas outras áreas. Para estas, não basta sair nas ruas sem um objetivo real. Por isso, é preciso que a gente se organize, discuta e se mobilize por algo factível como foi a redução da tarifa.

 

O Movimento Passe Livre não nasceu da noite para o dia. E não conquistou a adesão das pessoas marcando uma passeata num sábado à tarde. Eles peitaram muita coisa.

 

Mas fico feliz que as pessoas estejam empolgadas e marcando as mais diversas passeatas. Fui chamado para uma contra a PEC 37 (que agora tenho me aprofundado no assunto e realmente não sei bem se sou contra, ainda estou formando minha opinião), contra o Feliciano (espero que seja contra a presidência dele na Comissão dos Direitos Humanos, porque na Câmara ele tem todo o direito, foi eleito por mais de 200 mil paulistas e representa um setor de peso da sociedade), contra os gastos da Copa (uma piada a galera só se mobilizar agora quando 6 estádios já estão em pleno funcionamento e outros 6 estão prestes a ser inaugurados), entre outras coisas.

 

Espero que as pessoas não tenham dado ouvido aos especialistas e à imprensa e tenham percebido que para se obter sucesso com uma mobilização como a que ocorreu é preciso um objetivo claro. É preciso foco.

 

De todos os modos, minhas críticas à parte, nada pode expressar minha alegria nestes últimos dias. Hoje, ouvi no rádio sobre uma mobilização de moradores na Capela do Socorro por mais segurança. É lindo isso, minha gente. Bora lutar pelo que a gente tem direito. Bora lutar pelo que a gente quer. É isso que a gente precisa fazer neste dia seguinte. Para que nos próximos dias a gente tenha mais vitórias para comemorar. Parabéns, Brasil.

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