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– SPOILER ALERT –

 

Ontem vi “Antes da Meia-Noite”. O último (?) filme da trilogia mais romântica do cinema – provavelmente.

 

Para quem não sabe, ela começou com “Antes do Amanhecer”, lá no começo dos anos 90, com a história de um turista americano que conhecia uma francesa num trem na Áustria. Eles passam uma madrugada inteira juntos, quando se apaixonam. E marcam de se reencontrar na mesma estação, no mesmo horário, dali um ano.

 

Nove anos depois, veio “Antes do Pôr-do-Sol”, que contava o que havia se passado com o jovem casal. Agora já trintão. O reencontro não havia acontecido. O americano havia se casado e já era pai. A francesa seguia solteira, morando em Paris. E foi lá onde eles se reencontraram, quando o americano estava divulgando seu livro, exatamente sobre a história contada no primeiro filme. A sequência final, a partir dos dois subindo as escadas e conversando no apartamento dela, é talvez das mais belas e românticas do cinema. A feição dos dois subindo os degraus é se de aplaudir de pé. O diálogo final é de chorar.

 

Pois agora, outros nove anos depois, vemos que eles estão juntos, com gêmeas, passando férias na Grécia. Mas este não é um filme romântico. Pelo contrário. Talvez seja o mais realista e maduro dos três. E, por isso, o mais tenso, triste e pesado.

 

O realismo que a dupla de atores Ethan Hawke e Julie Delpy conseguiu imprimir é assustador. Novamente, os dois escreveram o roteiro com o diretor Richard Linklater. Isso provavelmente ajudou a trazer esse realismo.

 

Para quem acompanha a trilogia desde os anos 90, parece que o trio criativo se infiltrou em nossas cabeças e corações e colocou um pouquinho de cada um de nós na tela. Brigas, reflexões, dúvidas, medos, contradições. Está tudo lá. Momentos e sentimentos dos meus e dos seus namoros. Filosofias existenciais. Histórias de uma vida.

 

Talvez, exatamente pelo realismo e pela falta de romantismo, seja o menos dramático – no sentido de emocionar o público – dos três. O lenço não é tão necessário quanto nos outros dois. Mas a profundidade das discussões é a maior.

 

Depois que você refletir bastente, criar paralelos com a sua vida e tomar algumas decisões, vai ficar com a mesma dúvida que eu: daqui a nove anos teremos um novo filme?

 

 

 

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Um pensamento em “Sobre “Antes da Meia-Noite”

  1. Pingback: Mais sobre “Antes da Meia Noite” | daguito rodrigues

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