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A série X-Men no cinema é, ao lado da trilogia Batman de Christopher Nolan, a mais madura adaptação de HQ para as telas. Em destaque, X-Men, X2 e First Class – apesar dos escorregões de X-Men 3 e X-Men Origins: Wolverine.

Aliás, esqueça este último. O mais novo filme da série, o segundo com Wolverine como protagonista, lembra mais X2 do que o primeiro filme que teve o personagem como protagonista.

Este Wolverine Imortal, dirigido pelo bom diretor de Jonny e June, Garota Interrompida, Identidade e Os Indomáveis, devolve ao personagem a dignidade perdida no longa anterior.

Aqui, vemos Logan em crise de identidade, vivendo o peso de ter matado o amor de sua vida – Jean Grey, que retorna como uma fantasmagórica consciência pesada – e totalmente deslocado do mundo. Ele já não vê mais motivos para viver em sociedade e em contato com outras pessoas. Tornou-se um heremita, totalmente isolado e infeliz. Um bêbado sujo e maltrapilho. Como ele mesmo diz, é Logan, não mais Wolverine.

Mas um assunto de um passado distante – a 2a Guerra Mundial – leva Logan ao Japão, onde ele encontra samurais, ninjas e uma bela herdeira do maior milionário do país.

Com cuidadosa ambientação – cenários, direção de arte e figurinos – e desenvolvimento estruturado da narrativa, Wolverine Imortal é quase um filme para adultos. Não é perfeito, poderia ser bem mais violento do que é (os golpes são sugeridos e quase nunca mostrados e também há pouco sangue, tudo para garantir uma censura branda e mais bilheteria), mas o longa surpreende por colocar o personagem diante de questões mais maduras – o significado de sua vida, seus objetivos no mundo, sua relação com as pessoas, o amor – e por desenvolver de forma coesa vários dos personagens que vão surgindo na tela.

Enquanto o longa anterior desfilava uma variedade interminável de mutantes, neste, em alguns momentos, até esquecemos que eles existem, de tão pouco que aparecem.

É verdade que a história é um tanto previsível e sua meia hora final joga no lixo toda a seriedade e maturidade para culiminar num desfecho de HQ adolescente e talvez até infantil. Mas isso não estraga o que foi feito em todas as cenas anteriores.

Mais lento, mais sensível e mais reflexivo que a maioria dos filmes de HQ, Wolverine Imortal vale uma espiada. É mais maduro e coeso que Homem de Aço, por exmeplo. Aproveite para ver em 3D que a experiência fica ainda melhor.

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