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“Pouca sinceridade é uma coisa perigosa,

e muita sinceridade é absolutamente fatal.”

Oscar Wilde

 

Ser honesto é diferente de ser sincero. Ser sincero é diferente de ser verdadeiro.

 

Quando devemos ser sinceros?

 

Quando ela está acima do peso e pergunta se está gorda, mas esses quilinhos não vão alterar em nada o que você sente por ela?

 

Quando ele chora porque vai ficar com uma cicatriz enorme e você diz que a marca nem é tão feia assim?

 

Quando você abraça e diz que vai ficar tudo bem, mesmo não tendo 100% de certeza disso?

 

Quando você está com uma tremenda dor de barriga no meio de uma reunião e precisa dar um motivo para sair da sala?

 

Quando seu colega pergunta se a ex dele havia cometido adultério há muitos anos, quando eles ainda namoravam?

 

Quando você está comprando um presente surpresa e ela liga perguntando onde você está?

 

Quando ele quebra sem querer algo que você ama e você diz que está tudo bem?

 

Quando seu amigo pergunta se você não ligou porque esqueceu o aniversário dele e você diz que foi porque ficou sem bateria?

 

São exemplos bobos, mas que ratificam como muitas vezes nós preferimos não ser sinceros.

 

Há uma grande diferença entre a sinceridade da ética e a sinceridade da bondade. A da ética prima pela verdade absoluta. Você deve ser sincero não importa o quanto doa. Porque você é ético. A sinceridade da bondade é mais humana. Há momentos em que falar ou não a verdade não vai fazer a menor diferença, mas omiti-la ou distorce-la fará, com certeza, a outra pessoa mais feliz ou menos sofrida.

 

O assunto é polêmico. Principalmente porque se valoriza muito a “verdade” e se denigre a “mentira”. Mentir é feio, todos aprendemos desde pequenos. Por mais que nossas mães mintam e omitam o tempo inteiro.

 

A sinceridade não é a base da nossa sociedade. Pelo contrário. Pense na imprensa, na política, no dia-a-dia do seu trabalho, no modo como sua empresa age com seus clientes, na maneira como seu trabalho age com a sociedade.

 

Tem um filme, cuja primeira metade é excelente, mas a segunda bem mais fraca, que nos mostra um mundo onde não existe a mentira. Apenas a verdade. Apenas a sinceridade. Quem quer viver nesse mundo?

 

 

O leitor Samuel resumiu bem: “O grande problema é que em nossa cultura sempre valorizamos o aspecto da verdade como um fator positivo. O tema da sinceridade é um tema que envolve questões éticas e morais assim como também o poder eficaz da comunicação entre as pessoas. Do ponto de vista ético sempre temos que nos preocupar com o outro. Ser sinceros e verdadeiros não nos da autonomia para dizer tudo que pensamos. A sinceridade absoluta pode ser prejudicial. Por exemplo, se uma pessoa que acaba de comprar uma roupa nova vem mostrar a sua amiga e a amiga diz: “Nossa que roupa feia, não é possível que você terá coragem de usar isto!”, estará sendo sincera mais extremamente insensível. O fato de ser sincero não diminui a postura agressiva do dizer, pelo contrario aumenta. Então quando devemos ser sinceros? Vou dar uma boa dica: avaliamos pelo resultado. Se o efeito não nos acrescentar em nada positivo, a ação será nociva, mesmo se o interlocutor teve uma “boa intenção”.

 

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2 pensamentos em “Ser sincero ou não

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