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Bon Jovi foi a banda que mais ouvi na virada dos anos 80 para os 90, antes de viciar em Oasis e Smashing Pumpkins e, mais tarde – e tardiamente – em The Cure, The Smiths, New Order e tantas outras que precederam o Indie Rock dos anos 2000.

Meu primeiro show da banda – novamente, tardio – foi há 3 anos, no Estádio do Morumbi. Naquele, fui surpreendido com uma sucessão impecável de clássicos, como Blood On Blood logo na abertura já denunciava. E logo vieram You Give Love a Bad Name, Born To Be My Baby, In These Arms, Runaway, Bad Medicine, Lay Your Hands On Me, Always, Blaze of Glory, I’ll Be There For You, I’ll Sleep When I’m Dead, Keep The Faith, These Days, Wanted Dead Or Alive, Someday I’ll Be Saturday Night, Livin’ on a Prayer e Bed of Roses. Nada menos que 17 clássicos, intercalados com 10 músicas “novas”, entre elas hits como It’s My Life.

No último domingo, eles abriram com uma das “novas” (vale ressaltar que chamo de novas todas aquelas que vieram a partir de “Crush”). De hits, eles tocaram You Give Love a Bad Name, Raise Your Hands (nunca tinha visto ao vivo), Runaway, Keep The Faith, I’ll Sleep When I’m Dead, Bad Medicine, Wanted Dead or Alive, Livin’ On a Prayer e Born To Be My Baby. Ou seja, apenas 9 clássicos, metade do que tocaram em 2010, além de 13 “novas”. Eu trocaria fácil os covers de Start Me Up, Pretty Woman e Shout por qualquer hit pré-These Days.

Além do setlist frouxo, que priorizou os sons mais recentes, era estranho ver os solos de guitarra sem Richie Sambora. Assim como era estranho não ver Tico Torres na bateria. A banda, no último domingo, era dominada por Jon. Que abusava dos sorrisos e reboladas para garantir gritos da platéia.

Os clássicos funcionaram muito bem, agitaram o público, mas quando a banda encerrou com Born to Be My Baby a sensação era de que faltava muita coisa. Era de que eles voltariam para encerrar com 3 hits. Mas não. O que recebemos foi literalmente um banho de água fria, provocado por uma chuva que eu só tinha pêgo no Oasis do estacionamento do Credicard Hall.

Vale ressaltar também a total falta de organização deste show que jogava o público da entrada 2 e 4 exatamente ao lado do palco. A maioria das pessoas já parava por ali, formando postes e colunas que dificultavam a movimentação da massa que entrava. Para piorar, logo à frente estava o distintivo do São Paulo, cercado por grades que afunilavam a entrada. Passei ali um dos meus maiores perrengues em shows, chegando a ser carregado pela correnteza da multidão, sem controle algum sobre mim, dando voltas em 360 graus com o movimento das pessoas. Só depois de muito stress conseguimos fugir disso, dar a volta por trás da pista e chegar ao lado esquerdo do palco, vazio e tranquilo, que nos permitiu ver a banda, os telões e ficar ao lado do bar e dos banheiros.

Não foi um show ruim, longe disso. Pulei, cantei e fiquei rouco. Teve momentos muito bons. Mas a sensação final foi de decepção. Foi de vazio. Faltou muita coisa. Que na próxima turnê a banda volte a priorizar os clássicos e esqueça essas músicas novas nada inspiradas.

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