Essa pressa ainda vai atrasar sua vida. Essa pressa para ter, para ser, para ir, para decidir.

Essa pressa escolhe caminhos tortuosos, convida pessoas erradas e leva a lugares sombrios. Você quer saber agora. Quer definir imediatamente. Quer uma resposta rápida.

Essa pressa faz você perder tempo. Com o que não deveria. Com o arrependimento. Com a volta atrás. Com o fazer de novo. Faz você não aproveitar a viagem, não olhar a paisagem, não escutar a música, não sentir o sol queimando a pele.

Olhe para as coisas boas da vida. Para a criança sorrindo, o cachorro no gramado, a bolha de sabão voando pelo ar. Essas não têm pressa. “A felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma”.

Puxe o freio de mão. Pare no acostamento. Olhe para os lados. Olhe para o agora. Esqueça a pressa em arrumar o que já foi feito e em construir o que você quer que seja. Respire fundo e escute John Lennon. “A vida é aquilo que acontece enquanto você está fazendo planos”. Faça seus planos, mas divirta-se no caminho. Com calma. Agora, engate a marcha e siga em frente. Sem pressa.

Essa pressa passa. Mas o que você faz com pressa fica para sempre. Claro que ir devagar não é perder tempo. É usar bem cada segundo que você tem à disposição.

Para quê respostas rápidas? O silêncio muitas vezes é melhor que uma palavra mal colocada. Para quê definir situações com nomenclaturas? O que está bom não precisa ter um nome.

Deixe para acelarar nos momentos em que realmente for preciso. “O maior erro é a pressa antes do tempo e a lentidão ante a oportunidade”, diz o poeta.

A vida já é apressada demais para que a gente também seja. Deixe a pressa com os ponteiros do relógio, com os fios brancos do cabelo e com as rugas da sua testa. E fique com o prazer da caminhada para você.

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