“Saudade”. Só a língua portuguesa tem a palavra “saudade”, repetem os saudosistas apaixonados. Repito eu aqui também.

“Saudade” é sentir falta de algo ou de alguém. De noites quentes de calor. De manhãs ensolaradas de verão. De risadas e sorrisos perdidos na memória. De conversas até o nascer do sol. De olhares silenciosos.

“Saudade” é ficar sem fôlego e sentir o coração na boca. É perder o olhar no horizonte e não tirar uma imagem da cabeça. Ou um perfume da pele. Ou um ritmo do corpo. É uma dor que começa na memória e termina na garganta.

Mas “Saudade” é também eternizar um momento. E levar com você, para sempre, uma história. É rever e reviver lembranças. Reencontrar pessoas. Recriar ambientes. Repetir histórias. É o HD externo da vida real.

Você tem “Saudade” daquela roda de samba, dos amigos da madrugada, do mar tocando seus pés, do sol na nuca. Do vento no rosto.

A “Saudade” chega de repente. Faz o tempo parar. E quando ela já não cabe mais no coração, escorre devagar pelo rosto. Bem devagar.

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