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Arcade Fire (Autódromo/Lollapalooza)*****
Jake Bugg (Autódromo/Lollapalooza)****
Pixies (Autódromo/Lollapalooza)***
Vampire Weekend (Autódromo/Lollapalooza)****
Ellie Goulding (Autódromo/Lollapalooza)*****
Johnny Marr (Autódromo/Lollapalooza)*****
Lorde (Autódromo/Lollapalooza)***
Imagine Dragons (Autódromo/Lollapalooza)***
Julian Casablancas (Autódromo/Lollapalooza)***
Cage the Elephant (Autódromo/Lollapalooza)***
Capital Cities (Autódromo/Lollapalooza)***

O Lolla deixou o Jóquei e mudou para o longínquo autódromo de Interlados. Reflexo, talvez, da mudança da empresa organizadora do evento. Saiu a Geo, entrou a T4F. Resultado: um festival grandioso e, por isso mesmo, cheio de complicações.

É verdade que as filas sumiram para quase tudo. Fichas, cerveja, comida, banheiros e até a entrada não tinham filas – ou, quando tinham, andavam rápido. Mas as ladeiras, as distâncias, a geografia  de alguns palcos, o vento que levava o som e o excesso de asfalto e pedras incomodaram bastante. Era preciso um corpo de atleta para aguentar tantas andanças por ali.

O primeiro dia, com o line up mais fraco, não valeu a pena. Nenhum show que eu vi foi imperdível ou, no mínimo, ótimo. E, com ingressos esgotados, estava lotadíssimo, a ponto de a multidão travar caminhos e me fazer ir embora antes do Muse.

O segundo dia, com um line up dos sonhos, cumpriu a promessa com a apoteótica apresentação do Arcade Fire, o magnífico show do Johnny Marr (com a presença do baixista do The Smiths), uma impressionante e supreendente performance de Ellie Goulding, bons shows de Jake Bugg e Vampire Weekend e a hipnose de Pixies.

O sistema de trem funcionou perfeitamente, tanto na ida quanto na volta. Isso foi surpreendente. No final do sábado, havia uma multidão, é verdade. Mas não esperamos quase nada na plataforma, nem precisamos deixar trens passarem. Palmas para o transporte público de massa. Uma pena que a estação Vila Olímpia tenha aquele cheiro de ovo podre mesmo com o governo torrando U$3.6 bilhões na despoluição do Rio Pinheiros – sem vermos resultado algum.

Depois desta Lolla, ficam na memória 4 músicas do Smiths ao vivo (There Is a Light… , Stop Me…, Bigmouth… e How Soon…), Arcade Fire emendando Power Out com Rebellion (Lies), platéia cantando em coro “Wake Up” do Arcade, as reboladas e o fôlego de Ellie Goulding, a juventude de Jake Bugg e aquela música que você queria tanto ver ao vivo e conseguiu – essa mesmo!

De todos os modos, o festival serviu para eu assumir que já estou um tanto quanto velho para maratonas como a deste final de semana. Fui pro Rio na sexta ver Arcade Fire, voltei no sábado direto pro Lolla e retornei ao festival no domingo. Três dias seguidos de muita cerveja e muita música. O corpo já não aguenta esse nível de juventude.

 

 

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