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O cinema nacional, graças a Deus, ressurgiu nos anos 90 e acumula grandes sucessos de bilheteria (muitas delas com cara de TV, sem qualidade cinematográfica) e de crítica. Mas, no geral, traz sempre alguma denúncia política e social. Vamos lembrar de “Cidade de Deus”, “Central do Brasil”, “Tropa de Elite”, “O Bicho de 7 Cabeças”, “Madame Satã”, “Cidade Baixa”, “Amarelo Manga”, “Carandiru”, “O Que É Isso, Companheiro?” e “Dois Filhos de Francisco”, pra nos atermos aos mais famosos.

É sempre mais raro vermos um filme cuja essência é apenas uma boa história. Lembro-me de “É Proibido Fumar”, “O Cheiro do Ralo”, “À Deriva” e “Reflexões de um Liqüidificador”, para ficarmos em alguns.

“O Som ao Redor” faz parte deste segundo pelotão. Temos ali um compilado de histórias que mostra o dia-a-dia de uma vizinhança do Recife, com seus mistérios, intrigas, paixões e situações cotidianas. Tudo bem despretensioso, mas muito bem elaborado. Claro que há espaço para reflexões sociais e políticas – vemos no ambiente urbano a repetição dos latifúndios do agreste. Mas este lado é a cereja do bolo que boas obras trazem. Não é essencialmente o foco.

“O Som ao Redor” é uma delícia de assistir, com um humor na medida e sem rompantes popularescos e de baixa qualidade. Vemos ali um latifúndio urbano que é abalado com a chegada de seguranças particulares. Há espaço para todo tipo de reflexão, proporcionada por situações simples como usar um aspirador para sugar a fumaça do cigarro. Tudo muito realista, bem dirigido e interpretado. Recomendadíssimo.

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