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A premissa é bem interessante. Um grupo de intelectuais forma um batalhão na Segunda Guerra para resgatar e salvar obras de arte roubadas e danificadas pelos dois lados da disputa. A reunião de um elenco magistral, com George Clooney, Matt Damon, Cate Blanchet, John Goodman, Bill Murray e Jean Dujardin, a princípio, também brilha os olhos. Mas, no geral, tudo decepciona.

Clooney já foi bem talentoso em outros longas como diretor. Vale lembrar de “Confissões de Uma Mente Perigosa”, com roteiro do gênio Charlie Kauffman, “Boa Noite, Boa Sorte” e “Tudo Pelo Poder”, ambos com roteiro do próprio Clooney. Mas este “Caçadores de Obras-Primas” está mais para seu fraquíssimo “O Amor Não Tem Regras/Leatherheads”, que, graças a Deus, pouca gente viu.

Não é que o filme seja uma bomba. É que ele não cumpre nada a que se propõe. Não é divertido, não é engraçado, não discute o valor da arte, não questiona a guerra etc. Ou seja, ele não serve para nada. Vemos ali um desfile de atores consagradas vivendo personagens vazios que passeiam pela tela espantados com a realidade da guerra e extasiados quando recuperam alguma obra. É uma mistura de “Três Reis”, com o próprio Clooney e dirigido por David O. Russel, com “Onze Homens e Um Segredo”, também com Clooney, mas de Steven Soderbergh. Mas sem o bom humor, a diversão e a criatividade que ambos atingem em alguns aspectos.

É uma obra totalmente inexpressiva e insossa. Não vale o ingresso do cinema, muito menos duas horas da sua vida.

 

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