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Já tinha visto uns 3 ou 4 shows do Silva, músico capixaba que eu considero um dos mais talentosos e promissores da nova safra do cenário nacional. Tímido ao extremo, era acompanhado em seus shows por apenas um baterista. Ficava sentado o tempo todo, de lado para o público, tocando teclado e violino. Não conversava, mal sorria. Vestia camisas abotoadas até o pescoço e tinha um cabelo com franja caindo sobre os olhos.

Um EP, dois álbuns (“Claridão” e “Vista Pro Mar”) e muitas reportagens depois, reencontro Silva na Virada Cultural do último fim de semana. Cabelo raspado e barba por fazer, vestia um moleton de skatista com capuz. Sorridente, mais falante, cantou o tempo todo em pé, de frente para o público. Até tocou guitarra na primeira música. Agora, além do baterista, vem acompanhado de um guitarrista, um baixista/operador de sintetizador e dois músicos de metais. Uma verdadeira banda, finalmente à altura de suas músicas.

Fiquei orgulhoso. Vi esse cara nascer pra música quando lançou seu EP. Fui a shows esvaziados, sempre abrindo para outras bandas, em Cines Jóia e Sescs da vida. Na Virada, vi um público fiel, emocionado, que sabe as letras de cor e já pede músicas.

Arrisco-me a dizer que Silva pode trilhar o caminho de um Los Hermanos e criar uma platéia fiel. A ver.

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