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Demorou, mas chegou a hora de falar sobre o filme mais falado do fim do ano passado. A ideia central do longa é muito boa, não há como negar. Mostrar situações de comportamentos que saem do controle. Ali, sempre alguém irá sair de si de forma inusitada. São seis histórias absurdas, mas que vivemos no dia-a-dia, sempre com reações instintivas e animalescas. Atitudes que muitos temos vontade de tomar – e tomaríamos se não vivêssemos em sociedade. As histórias em sua maioria não são nada previsíveis, há sempre uma reviravolta para adoçar e incrementar o absurdo. Mas, como todo filme de contos/curtas, elas são irregulares. A do engenheiro vivido por Ricardo Darín, pra mim, é a mais fraca. A do casamento, claro, a melhor. O elenco é bem sólido, imprimindo um realismo perfeito – veja as primeiras cenas da história do casamento – o que faz com que as situações malucas sejam risivelmente críveis. A trilha, escolhida a dedo, mostra o cuidado dos realizadores com cada detalhe. Não é à toa que foi produzido por Almodóvar. Porém, contudo, no entanto, não acho um filme espetacular como muitos acharam. É ótimo, acima da média, mas não é um marco cinematográfico. É uma baita de uma diversão. Quase Hollywood. Porque é gostoso ver pessoas fazendo o que a gente sempre teve vontade de fazer.

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Um pensamento em ““Relatos Selvagens”: perdendo o controle

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