Por que a gente vive?

O pai e a mãe, pelos filhos.
O executivo, pela família.
O empresário, pelo negócio.
O trabalhador, pelo salário.
O artista, pela obra.
O político, pelo poder.
O músico, pelo som.
O poeta, pela poesia.
A gente vive pelo amor.
Para amar e viver todos os desamores que vêm junto.
As lágrimas, os medos, as risadas e as decepções.
O ódio que ele traz.
É tudo amor.
Se não há amor, sobra a indiferença.
E como esta não vê sentido em nada, fica o vazio.
Aquele da noite em claro.
Do banho demorado.
Do choro seco.
De ruas sem saídas ou estradas sem destino.
De comédias sem risadas.
De shows sem aplausos.
Da chuva na janela.
Do som do parabrisa do carro.
Da saudade do passado. E também do futuro. 
De um presente sem sentido.
Sem amor, sobra a falta. O silêncio.
Então, mudem os adesivos dos carros.
“Só o amor salva”.
Tirem o dinheiro dos bancos.
A bunda da cadeira.
As ideias da cabeça.
Afinal, por que a gente vive?
Por que você vive?
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