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Confirme presença no lançamento. Falta só UMA semana!

Escrever um livro dói, dói demais. Só quem já se propôs a escrever um romance sabe do que estou falando. É uma jornada muito estranha, solitária, uma experiência existencial, mesmo. E não é da página em branco que estou falando, não, essa etapa é de tirar de letra. O problema vem quando as páginas, todas elas, estão repletas de letrinhas, formando algo que você já não sabe se é bom, ou se vai fazer sentido para alguém, e você relê, altera, reescreve, duvida.

Sentei para começar a desenhar este livro no fim de 2014. Em 2015 ele avançou bastante, culminando nas 4 semanas que passei na Austrália especialmente para botar um ponto final nele. Isolado do mundo e dos problemas da vida cotidiana.

Demorei mais um bom tempo para encontrar uma editora com a qual eu me identificasse – e quisesse publicar a obra – mais ainda para convidar e aguardar ansiosamente os textos de apoio – obrigado aos quatro, de coração – e mais ainda procurando uma capa – Palas, você brilhou muito no Curíntcha.

Nesse processo todo (bem) solitário, vivi alguns momentos estranhos – como aquele em que raspei a barba em Sydney num branco criativo e retomei as rédeas da narrativa – outros difíceis e tortuosos – que nenhuma palavra seria capaz de traduzir (estes, minha alma leva comigo para o lado de lá).

Mas teve um momento especial, emocional mesmo, em que recebi o email de uma amiga, talvez a segunda ou terceira pessoa a ler o livro, que acabou escrevendo o texto da contracapa. Um longo email, escrito com o cuidado amoroso que a situação pedia, por alguém a quem abri algo secreto e íntimo. E naquele email, que me fez chorar como um bebê, como poucas vezes na vida, encontrei lá no final do texto, sozinha depois de vários parágrafos de críticas, sugestões e elogios ao texto, uma frase que me derrubou e que levarei comigo para sempre. “Eu sabia, Dag, eu sempre soube”.

Eu também sempre soube. O livro existe. É uma vitória gigantesca.

Àquelas pessoas que criaram grandes expectativas, peço desculpas se foi só isso que consegui alcançar. Acreditem, foi duro. Foi doloroso. Mas foi do fundo da alma e dos cantos mais obscuros do meu coração. Sei que ele não é um livro pop, que não é para todo mundo, não é para qualquer público, mas é meu, é verdadeiro, é de “veias abertas”. Agradeço desde já a quem se propuser a abrir este livro e, mais ainda, a quem ousar chegar até o fim. Por favor, me mandem uma mensagem falando o que acharam. Quero ouvir sobre a experiência de vocês.

Farei posts no Facebook na semana que vem agradecendo a cada pessoa que de alguma maneira me ajudou a construir este livro, assinando a obra comigo.

E reitero o convite para o lançamento no sábado, 25 de junho, das 17h às 21h, na Andreus Galeria. É DAQUI UMA SEMANA! Estarei lá, esperando vocês. Chamem os amigos. 😉

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Um pensamento em “Sobre escrever o primeiro livro

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