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A família brasileira rui por falta de compaixão. Minorias são esquecidas por amigos e preparadas para o abate. O desespero tomou conta daquele conhecido e você nem percebeu.

“Estão exagerando!”. Nós? Não falamos em matar ninguém, em prender ninguém. Eu só quero poder seguir minha vida.

Quem exagera, já há muitos anos, é o fã do Ustra. É quem vota em alguém sem projeto. Num maluco. E enquanto a ignorância e a lavagem cerebral fazem a maioria acreditar que estamos em apenas mais um processo democrático, a construção do caos é arquitetada nas profundezas.

Tenho amigos que já foram agredidos verbalmente. Tenho amigos que já foram agredidos fisicamente. Gays, negros, mulheres e até obesos já sofrem hoje nas ruas do veneno nojento de quem vomita ódio. “Espera ele ganhar pra você ver”, é a ameaça recorrente.

Estão abrindo a porta do inferno. E tudo bem. A maioria segue a vida como se ninguém tivesse morrido a facadas sob os gritos odiosos do nome do seu candidato.

“Não sou inteligente como você, não entendo de política”, ouvi outro dia, como se burrice fosse motivo de orgulho ou apenas mais uma “qualidade” pessoal.

Converso e me assusto com a ignorância – travestida de inocência. A desconstrução da classe política é tamanha que pela primeira vez tenho medo que um político realmente cumpra o que prometeu. Meu temor não é uma invencionasse como o Comunismo no século XXI, simplesmente é baseado no que ele já disse que fará. E isso é o suficiente para me desesperar.

Voltamos ao passado, onde um clã de homens brancos cercado de jagunços avisa que está chegando e vai tocar o terror. Pede que qualquer pensamento contrário fuja para não ser morto. E o povo urra de alegria.

Em qualquer ditadura, quantas vezes não vimos apoiadores de início serem mortos mais tarde? Não duvide. Tema. Sua pele branca e seu dinheiro podem não ser suficientes para garantir a sua paz.

Algumas boas cabeças, alguns bons democratas, fazem o possível para tirar os olhos da população do Whatsapp. Mas a covardia de lideranças que se escondem no Twitter ou em viagens internacionais é de dar nojo. Destruímos um país e nossos sonhos sob aplausos raivosos de quem não faz a menor ideia do que está por vir.

“A gente tira ele!”. Amigo, você não consegue tirar nem o Michel Temer da mala de dinheiro, da aprovação de 2% e das duas denúncias no Congresso. Imagina alguém cercado de generais.

A máquina de Fake News – que hoje sabemos estar em pleno funcionamento há alguns anos – será o mecanismo de controle da massa. Parte da imprensa será cada vez mais desmoralizada. E o controle da opinião pública será total.

Não se flerta assim com o que há de pior no ser humano. É aquilo que viralizamos: a gente não sabe como explicar que vocês deveriam se preocupar com as outras pessoas. Que momento triste a gente ter de explicar.

Esse ser não seria opção nem para porteiro de prédio, ou você deixaria o condomínio à mercê da violência, do ódio e da burrice que ele prega? Não quero como funcionário, como chefe, nem como tio na ceia de Natal. Imagine presidente.

Sou o arauto. Aquele judeu do filme nazista que antecede a tragédia tentando explicar que vai dar merda. Hitler e Mussolini também eram cômicos antes de se revelarem trágicos. Não duvide se em alguns anos embarcarmos numa guerra contra a Venezuela, a serviço dos americanos. Não duvide se entrarmos numa longa noite de algumas décadas. Não duvide de nada. Com gente doida, tudo pode acontecer. Inclusive, nada do que você espera.

Que eu esteja completamente errado.

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