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Daqui não sigo mais. Não há vaga, não há função, não há para onde eu possa ir. Daqui não sigo mais: não tenho mais como fugir. Ou me esconder. Ou renascer. Me recriar ou reinventar. Daqui não sigo mais. Tentei de tudo, tentei mudar, tentei lutar. No fim, é tudo igual. Todo mundo é igual. E isso cansa. Ando tão desconectado de tudo que às vezes me pergunto se tudo isso realmente existe. Ninguém entende o que eu digo. Ninguém entende o que eu faço. Não entendo nada do mundo. Nem quero tentar entender. As pessoas estão menos pessoas do que eram antes. Tanta gente que não parece gente que às vezes me pergunto: serei outra coisa? Não sou como eles, não sou como toda essa gente. Meu maior sonho é descobrir que não estou acordado. Não reconheço mais os outros. Reconheço que mudei. Não faço parte desse mundo mudo. Me descolei do todo porque ali já não havia mais nada. Minhas palavras não são lidas porque as pessoas não escutam minha voz. Não sou incompreendido. Essa é uma virtude dos que são ouvidos. Não tinha medo de estranhos, agora acho o mundo muito estranho. Os caminhos são sempre os mesmos, são sempre os mesmos lá perto do final. Quem não cansa? Ja fui longe demais.

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