O som das ondas quebrando se tornam apitos alertas do salva-vidas de olho nas crianças que gritam na água enquanto uns pássaros que não sei identificar cantam e a batida da bola no pé do garoto estala e o barulho se repete no peito do pai que abre uma latinha de cerveja que é pisada pelo ambulante africano que vende óculos escuros vagabundos com sotaque carregado se misturando aos berros do vendedor de queijo coalho cujo fogareiro arde em brasa queimando como “forever young” que vem da barraca de milho onde a senhora pede um desconto e o funcionário bate o facão no coco verde uma duas três vezes antes do sinal da máquina do cartão ecoar e o menino pedir aos ventos que ajude no movimento da pipa no mesmo instante em o avião com propaganda de protetor solar zumbe cortando o céu azul e duas pombas ciscam urrando na areia até o helicóptero da polícia militar dar um vôo rasante que agita o mar e aumenta o volume do som das ondas que se tornam apitos alertas do salva-vidas de olho nas crianças que gritam na água.

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