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O ignorante roubou nossa inteligência e, com ela, nossa paz e nossa paciência.

Ele não muda de ideia porque ignora os fatos, ignora a história. Sem poder de raciocínio, se atém a verdades que são mentiras e, por ser quem é, não entende argumentações nem linhas de raciocínio.

A sociedade está baseada no dinheiro, então quem tem possui poder. E o poder basta. O ignorante se agarra a isso e esnoba o conhecimento: se recebe um bom salário e se tem um bom cargo é porque é superior, portanto, tem as ideias e opiniões certas. Desconhece os fatos porque nunca valorizou o estudo – a não ser como mero caminho para o dinheiro – e hoje, do alto de um pedestal, bebe de fontes espúrias, está cercado por outros ignorantes e acredita na falsa realidade.

Daí, vem também a valorização de outros ignorantes e da ignorância em si, como vemos na mídia e na Internet, com vídeos, textos e até cursos que alimentam o desconhecimento. Todo o entorno endossa a ignorância e o poder que ele tem.

A ignorância matou o bom senso. E a humanidade morreu junto.

Não há como desfazer esse sistema. O ignorante será enterrado abraçado à sua ignorância e os não ignorantes terão de aprender a lidar – ou a ignorar – cada um deles.

A sociedade se dividiu entre esses dois grupos e a evolução cada vez mais rápida da tecnologia só tende a aumentar a discrepância e o abismo entre essas duas classes de seres humanos.

A guerra do futuro talvez seja essa. Um embate entre a evolução e a volta ao passado, o retorno à total escuridão. É a guerra do presente.

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