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O vento quente no rosto, quase o hálito dos jovens de dezoito e botas quarenta e dois sentados nos bancos e escadarias, rindo, fumando, bebendo, dançando. O suor nas minhas pernas é a resposta do caminhar rápido, não quero ser assaltado. Apesar de nunca ter sido ali, o medo sempre vem. É São Paulo, é Brasil. Olho em volta e me sinto tranquilo, somos todos iguais. Sigo em frente e alguns copos secam, o devorar de pizzas começa e músicas em caixinhas de som terminam. Não se sabe se é começo ou fim de festa, porque não há resposta errada. Tem quem chega, tem quem vai embora. Cruzo a Praça Roosevelt com a certeza de que estou em casa.

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