O governo do ultraconservador de extrema-direita (podemos chamar de fascista) Jair Bolsonaro e seus aliados, os governadores Doria, Zema e Witzel, em menos de três meses já transformou este país.

Pipocam relatos da truculência da polícia contra pobres, negros, gays e outras minorias. Sim, isso sempre existiu, mas agora vem com muito mais força e institucionalizado.

O número de mortos pela PM na periferia carioca deu um salto a partir de janeiro. Vídeos de helicópteros sobrevoando e metralhando favelas a esmo se espalham na rede. Depoimentos de gays, trans e lésbicas que apanharam de policiais aparecem o tempo todo. Os casos do negro morto no Extra e do preso pela PM no bloco da Anitta reiteram que andamos muitos quilômetros para atrás na evolução enquanto sociedade.

Fora essa dura e violenta realidade, esse (des)governo prepara reformas que irão massacrar ainda mais as classes pobres do país, mas também a classe média. Só os mais ricos serão poupados.

O Brasil caminha para o abismo, se alinhando internacionalmente com EUA e Israel, perdendo uma série de acordos comerciais e vendo a economia ruir ainda mais. Fora o risco de nos enfiar numa guerra com a Venezuela.

A mídia que vendeu esse monstro como a outra face da mesma moeda do PT, agora patina com Fake News, ameaças, campanhas difamatórias e cortes de verbas governamentais. Chocaram esse ovo e sofrem com o veneno da serpente.

Não são nem 3 meses e o caos já se espalha em todos os aspectos da vida do brasileiro.

Parte do establishment já prepara o Mourão como contraponto dessa bestialidade, com discurso brando e afagos aos progressistas. Ledo engano. O General viria ao poder com mais apoio dos poderosos que o Tenente/Capitão e certa blindagem da mídia, mas o caos provocado pelas reformas e a truculência policial contra negros, pobres, gays etc. seguiria nas ruas.

O mundo vai mudar radicalmente nos próximos dois, três anos com o avanço da 4a Revolução Industrial. Ainda mais empregos irão desaparecer e poucas novas vagas serão abertas.

Esse maluco não é a pessoa que precisamos para nos liderar nesse furacão que se aproxima.

A extrema-direita nada fará pela massa que já sofre neste 2019 e cuja dor só tende a aumentar.

Temos de seguir denunciando os absurdos e indo para as ruas lutar pelos nossos direitos e pela Democracia. Toda forma de protesto é válida, inclusive a cômica do José de Abreu. Deboche é sempre bem-vindo e, aparentemente, incomodou e surtiu mais efeito que qualquer outra manifestação.

Estamos à beira do abismo, cada um usa a arma que tem. Precisamos abrir os olhos das pessoas para o que está acontecendo. O Brasil não pode ficar às cegas neste período tão sombrio. É um suicídio coletivo.

Ninguém solta a mão de ninguém.

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