Um colega meu, com quem trabalhei há alguns anos, me surpreendeu em outubro de 2018, quando anunciou publicamente em pleno Facebook que votaria em Jair Bolsonaro. Conversamos no Messenger, trocamos links e, claramente, estávamos em lados opostos.

Hoje ele veio me pedir desculpas. Aceitei, do fundo do coração. Ele quis marcar uma cerveja, mas tive de recusar. A mensagem que enviei:

“Acho lindo e fico muito feliz por você. Por você finalmente ter aberto os olhos e ter entendido a violência em todos os aspectos que foi ter apoiado esse Bolsonaro. Fiquei bem triste qdo soube que vc tava com ele nas eleições, então é um grande alívio pra mim saber disso agora. Obrigado por acalmar meu coração e parabéns! Por outro lado, com a correria do dia-a-dia, tenho pouco tempo livre e estou cada vez mais disposto a usar minhas horas só com o que me faz bem, só com gente que tem os valores de amor e paz, nos quais acredito. Não precisa ter a minha opinião, longe disso, mas dos valores eu não abro mão. Então, não me leve a mal, fico muito feliz por você ter entendido, mas acho que seguiremos caminhos diferentes, ao menos por enquanto. Tudo de melhor pra você!”

E vida que segue.

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