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Estava zapeando páginas pela Internet – porque este zapping agora é mais comum que o da TV – e o celular me jogou na cara este texto sobre a prata do Felipe Wu. Assim, do nada. Eu só buscava informações e encontrei literatura. Os bons textos vêm assim, de presente surpresa. E a gente ama ganhar uns agrados de vez em quando. Em tempos digitais e de rapidez nas conversas, nas decisões e até no sexo – mas sem altas velocidades nas ruas, graças ao Haddad, Amém! – me peguei lendo esta bela crônica que é muito mais do que um conjunto de letrinhas e informações que os outros nos obrigam a aceitar como jornalismo. Não querem ler! Pá-pum. Tem que ser direto. Não, o sabor está na conquista, a gente sabe, a gente aprendeu nesses anos todos. E este texto me conquistou, assim, quando eu menos esperava. Chegou sem jeito. Não era bonito, claro que não. Tinha essa cara de cobertura internética das Olimpíadas. Informação, informação. Mas como falava bem! Foi pelas palavras que me laçou. Um swing meio intimista, se revelando a cada frase. A gente sabe como as pessoas estão com medo de se expor. Tudo vira meme, é complicado. Mas ele veio corajoso, literário. Informativo também, como não? Mas falando bonito, sem ser formal. E esse tipo de coisa apaixona. Então me vi lendo e curtindo a matéria até o final, encantado pelas escolhas das frases e palavras. Me deu vontade de dar os parabéns aos autores. Fiquei surpreso quando realmente procurei por eles no Facebook. Mais ainda quando mandei um inBox elogiando. Deve ser bom receber uns parabéns assim de desconhecidos, que se encantaram com nossas obras. Foi bom de dar também. Merecido. Até sugeri que escrevam um livro de crônicas depois que os Jogos terminarem. Eu compraria. Porque é um relato muito particular do que não vimos na TV e muito menos na telinha do celular – a Apple herdou o nome da Philco e isso não tem mais volta. Daí resolvi compartilhar essa história de amor, porque anda faltando no mundo, né? Ou não, a gente que só olha pro feio. Tentam o tempo todo nos entregar só o odioso. Mas eu não, eu acredito na beleza e vou atrás. Talvez por isso esse texto tenha vindo até mim. Que seja assim daqui para frente. Mais coragem, mais amor, mais poesia. Até no jornalismo esportivo.

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